O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, anunciou um forte programa de austeridade e redução do Estado para enfrentar o alto déficit fiscal.
O plano inclui corte de ministérios, revisão profunda do orçamento e retomada da exploração de petróleo e gás, incluindo fracking.
A agenda marca uma guinada liberal-conservadora em relação ao governo de Gustavo Petro, que ampliou gastos e freou a exploração de combustíveis fósseis.
O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, sinalizou que pretende iniciar um ciclo de forte redução do intervencionismo estatal e de reabertura econômica, após anos de expansão de gastos públicos sob o governo de Gustavo Petro.
Sua equipe anunciou um programa de austeridade fiscal e reversão de políticas anti-produtivas, com foco em:
Déficit fiscal e “cinto apertado” no Estado
A Colômbia enfrenta um déficit fiscal de 6,4% do PIB, um dos mais altos da América Latina, perdendo apenas para o Brasil, segundo dados da Cepal.
Diante desse cenário, o futuro ministro da Economia, Miguel Gómez, resumiu a mudança de rumo com a frase:
“A festa acabou.”
Na visão da nova equipe, “festa” significa anos de Estado inchado, gasto público em expansão e pouca disciplina fiscal. Gómez deixou claro que, antes de falar em cobrar mais da sociedade, o governo pretende cortar privilégios e excessos do próprio aparato estatal, defendendo que:
Redução do Estado: corte de ministérios e reestruturação da máquina pública
Espriella, advogado de direita e novato na política institucional, chegou ao poder com uma proposta de guinada liberal-conservadora: reduzir em 40% o tamanho da estrutura estatal.
O plano de austeridade — ainda sem todos os detalhes públicos — inclui:
A mensagem central é que o Estado colombiano deve deixar de tentar comandar a economia e passar a criar condições para que indivíduos e empresas prosperem com mais autonomia.
Reforma tributária: menos distorções, mais crescimento
A equipe econômica também anunciou que preparará uma reforma tributária que, segundo Gómez, terá como eixo estimular o crescimento econômico, em vez de apenas aumentar arrecadação.
Entre as diretrizes que vêm sendo mencionadas ao longo da campanha e após a eleição:
Esse movimento se opõe ao modelo de reformas tributárias voltadas à elevação de carga e expansão do Estado, que já geraram protestos massivos no passado colombiano, como no governo Iván Duque, quando tentativas de aumentar impostos sobre classes média e alta desencadearam grandes manifestações de rua.
Limite ao crescimento dos gastos: freio no expansionismo
Outra medida anunciada por Gómez é impor um teto ao crescimento das despesas públicas.
A diretriz apresentada:
Essa lógica é compatível com uma visão mais fiscalmente responsável e menos estatizante, aproximando a Colômbia de agendas de regras de gasto e disciplina orçamentária vista em outros países que tentam conter o avanço da dívida pública.
Contexto político: da esquerda estatizante à direita pró-mercado
A vitória de Abelardo de la Espriella representa uma mudança brusca de rumo em relação à trajetória recente da Colômbia: