O cearense João Marinho Neto, de 112 anos, foi reconhecido como o homem vivo mais velho do mundo, de acordo com certificação da ONG internacional LongeviQuest, entidade especializada em monitorar casos de longevidade extrema em diversos países.
O reconhecimento foi divulgado em novembro de 2024, após a morte do britânico John Tinniswood, que até então detinha o título e faleceu aos 112 anos e 91 dias.
Quem é João Marinho Neto
Nascido em 1912, no município de Maranguape, na Região Metropolitana de Fortaleza, João Marinho Neto é considerado o último homem sobrevivente nascido naquele ano.
Ele vive atualmente em Apuiarés, no interior do Ceará, cidade com cerca de 14 mil habitantes, onde é figura conhecida e respeitada pela comunidade.
Brasileiro de 112 anos se torna o homem mais velho do mundo | SBT Brasil (30/11/24) + 1
Segundo pesquisadores da LongeviQuest, João já constava há algum tempo em seus registros como um dos homens mais longevos da América Latina. Em abril de 2024, após a morte do venezuelano Juan Vicente Pérez Mora, de 114 anos, o cearense passou a ser apontado como o homem mais velho da região.
Reconhecimento internacional
A certificação da LongeviQuest foi anunciada após a atualização anual feita pela ONG, que cruza dados de registros civis, documentos históricos e evidências familiares para confirmar a idade de pessoas com longevidade fora do comum.
Com o novo título, João Marinho Neto passou a ser oficialmente listado como o homem vivo mais velho do planeta e, segundo a entidade, ocupa atualmente a 50ª posição entre as pessoas mais velhas do mundo — todas as 49 primeiras posições são de mulheres.
Vida simples no interior do Ceará
Apesar do status de recordista mundial, o cotidiano de João em Apuiarés segue marcado pela simplicidade. Ele é descrito como uma pessoa lúcida e tranquila, cercada pela família e pela vizinhança, que acompanha com orgulho o reconhecimento internacional de “Seu João”.
Moradores da cidade comemoraram a notícia, que colocou o pequeno município no mapa da longevidade mundial e reforçou o simbolismo da história de vida do cearense, que atravessou mais de um século de transformações políticas, sociais e tecnológicas.
Do interior do Ceará para o mundo
O caso de João Marinho Neto ganha destaque não apenas pelo número impressionante de anos vividos, mas também por representar o protagonismo brasileiro em um tipo de registro geralmente dominado por países com tradição em estudos sobre envelhecimento.
Com o reconhecimento internacional, o cearense entra para um seleto grupo de super idosos monitorados por instituições especializadas e passa a integrar estatísticas globais que ajudam a entender os limites da longevidade humana.