
A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) aprovou nesta quarta-feira (13), por unanimidade, o projeto de lei do Governo de São Paulo que fixa em R$ 1.874 o salário mínimo paulista a partir de 2026. O valor representa um aumento nominal de 46% em relação ao piso de 2022, que era de R$ 1.284. A proposta segue agora para sanção do governador Tarcísio de Freitas.
Segundo o Palácio dos Bandeirantes, o reajuste acumulado significa R$ 590 a mais no salário mínimo estadual em quatro anos, com impacto sobre mais de 70 categorias profissionais contempladas pela legislação paulista. Para o governador, a medida reforça a política de valorização da renda no estado e tem potencial para impulsionar o consumo e o desenvolvimento econômico.
Com o novo valor, o piso de São Paulo ficará 15,6% acima do salário mínimo nacional, hoje em R$ 1.621. A diferença de R$ 253 é apresentada pelo governo como um “diferencial competitivo” em relação ao restante do país.
O desempenho do mínimo paulista também supera outros indicadores do período. Enquanto o piso estadual avançou 46% desde 2022, o salário mínimo nacional registrou aumento nominal de 33,7% no mesmo intervalo. Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), indicador de inflação que serve de referência para reajustes salariais, acumulou alta de 19,5% no período.
O salário mínimo paulista em 2025 (e com proposta de reajuste para 2026) beneficia mais de 76 categorias profissionais que não possuem piso salarial definido por lei federal ou convenção coletiva, abrangendo trabalhadores do setor de serviços, comércio, agropecuária e administração.
O valor, que é superior ao nacional, visa adequar a renda ao alto custo de vida do estado, abrangendo profissionais como trabalhadores domésticos, cuidadores de idosos, serventes, trabalhadores agropecuários e outros.