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67% dos jovens brasileiros deixariam o país se pudessem, aponta pesquisa

2 em cada 3 brasileiros entre 16 e 35 anos afirmam que sairiam do Brasil, caso pudessem.

Redação
Por: Redação Fonte: RealTime Big Data
18/05/2026 às 22h10
67% dos jovens brasileiros deixariam o país se pudessem, aponta pesquisa

Uma pesquisa do instituto RealTime Big Data, divulgada no blog “De Dados em Dados”, do jornal O Estado de S. Paulo (Estadão), revela um dado contundente sobre o estado de espírito da juventude brasileira: 67% dos brasileiros entre 16 e 35 anos afirmam que sairiam do Brasil, caso pudessem.

O levantamento ouviu 1.000 pessoas na faixa etária de 16 a 35 anos, em 117 cidades de todas as regiões do país. A amostra, segundo o instituto, busca representar a diversidade geográfica e social do Brasil, permitindo traçar um retrato estatístico das percepções desse grupo etário.


Um desejo de partir

O dado central — dois em cada três jovens dispostos a deixar o país — indica um nível elevado de insatisfação ou desalento em relação ao futuro no Brasil. Embora a pesquisa citada na imagem não detalhe os motivos, estudos semelhantes costumam apontar como fatores principais:

  • Situação econômica e dificuldade de inserção no mercado de trabalho;
  • Percepção de falta de segurança pública;
  • Baixa confiança nas instituições;
  • Busca por melhores oportunidades de estudo e qualificação profissional no exterior.

O percentual de 67% sugere que o desejo de emigrar deixou de ser algo restrito a pequenos grupos altamente qualificados e passou a ser um sentimento difuso entre jovens de diferentes perfis.


Contexto estatístico e implicações

Ao ouvir 1.000 entrevistados em 117 municípios, o RealTime Big Data utiliza um desenho amostral semelhante ao de pesquisas de opinião nacionais. Em estudos desse porte, a margem de erro normalmente gira em torno de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, o que indica que:

  • Mesmo considerando variações estatísticas, mais da metade dos jovens se mostra inclinada a deixar o país;
  • Trata‑se, portanto, de uma tendência robusta, não de uma oscilação pontual.

Do ponto de vista demográfico e econômico, esse desejo de emigração em larga escala acende um alerta:

  • Risco de “fuga de cérebros”: jovens qualificados podem buscar consolidação de carreira no exterior;
  • Envelhecimento da população: a saída de adultos jovens impacta a base ativa que sustenta a economia e o sistema previdenciário;
  • Pressão por reformas internas: a insatisfação desse grupo tende a se refletir em demandas por melhorias estruturais no país.

Especialistas apontam necessidade de políticas para a juventude

Ainda que a peça analisada não traga entrevistas, a literatura acadêmica e relatórios de organismos internacionais convergem em alguns caminhos para reverter esse quadro:

  • Investimento consistente em educação básica e técnica de qualidade;
  • Programas efetivos de primeiro emprego e empreendedorismo juvenil;
  • Redução da violência e fortalecimento de políticas de segurança cidadã;
  • Ambiente de negócios menos burocrático e mais previsível, para estimular inovação.

Sem essas respostas, os números revelados pela pesquisa tendem a se cristalizar em um ciclo de desânimo: quanto mais os jovens enxergam o futuro fora do país, menor é a pressão por construir esse futuro dentro dele.


Fonte: Instituto de pesquisa: RealTime Big Data

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