
Em meio aos desfiles luxuosos e às disputas acirradas na Marquês de Sapucaí, uma pergunta ganhou força nas redes sociais neste início de ano: quais “escolas” o brasileiro realmente gostaria de ver campeãs?
A provocação, faz um contraste direto entre as tradicionais escolas de samba do Carnaval e as escolas públicas de ensino básico espalhadas pelo país.

Escolas públicas com infraestrutura adequada
Professores valorizados e melhor remunerados
Laboratórios equipados
Bibliotecas atualizadas
Ensino integral ampliado
“Queremos ver nossas escolas de verdade tirando nota 10”, escreveu um internauta.
Especialistas lembram que o orçamento público é dividido entre diversas áreas, incluindo cultura e educação, e que uma não necessariamente anula a outra.
O debate, no entanto, expõe uma percepção popular recorrente: a sensação de que a educação básica ainda não recebe a atenção necessária diante de outras prioridades.
Segundo analistas em políticas públicas, o Brasil enfrenta desafios históricos como evasão escolar, desigualdade regional e defasagem na aprendizagem — problemas que exigem investimentos contínuos e estruturais.
Enquanto os jurados avaliam samba-enredo, harmonia e evolução na avenida, muitos brasileiros afirmam que o verdadeiro desfile que gostariam de acompanhar seria outro:
Índices de alfabetização em alta
Melhoria no desempenho em avaliações nacionais
Redução da evasão
Formação técnica ampliada
No fim, a reflexão que fica não é sobre colocar cultura e educação em lados opostos, mas sobre ampliar o debate sobre prioridades e eficiência no uso dos recursos públicos.
Porque, para além das alegorias e dos fogos de artifício, o que muitos querem mesmo ver é um país onde as escolas que formam cidadãos também possam desfilar com orgulho — e receber nota máxima.