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Escola de Samba

Educação “sambando”

Redação
Por: Redação
18/02/2026 às 20h38
Escola de Samba

Em meio aos desfiles luxuosos e às disputas acirradas na Marquês de Sapucaí, uma pergunta ganhou força nas redes sociais neste início de ano: quais “escolas” o brasileiro realmente gostaria de ver campeãs?

A provocação, faz um contraste direto entre as tradicionais escolas de samba do Carnaval e as escolas públicas de ensino básico espalhadas pelo país.

A “escola” que a maioria da população gostaria de ver no topo:https://conteudo.imguol.com.br/c/entretenimento/1e/2020/06/24/volta-as-aulas-sala-de-aula-brasil-1593010549215_v2_900x506.jpg
Mas a discussão nas redes foi além da folia. Em enquetes informais, muitos brasileiros afirmaram que gostariam de ver:

  • Escolas públicas com infraestrutura adequada

  • Professores valorizados e melhor remunerados

  • Laboratórios equipados

  • Bibliotecas atualizadas

  • Ensino integral ampliado

“Queremos ver nossas escolas de verdade tirando nota 10”, escreveu um internauta.


Educação x Cultura: disputa ou prioridade?

Especialistas lembram que o orçamento público é dividido entre diversas áreas, incluindo cultura e educação, e que uma não necessariamente anula a outra.
O debate, no entanto, expõe uma percepção popular recorrente: a sensação de que a educação básica ainda não recebe a atenção necessária diante de outras prioridades.

Segundo analistas em políticas públicas, o Brasil enfrenta desafios históricos como evasão escolar, desigualdade regional e defasagem na aprendizagem — problemas que exigem investimentos contínuos e estruturais.

O título mais esperado

Enquanto os jurados avaliam samba-enredo, harmonia e evolução na avenida, muitos brasileiros afirmam que o verdadeiro desfile que gostariam de acompanhar seria outro:

  • Índices de alfabetização em alta

  • Melhoria no desempenho em avaliações nacionais

  • Redução da evasão

  • Formação técnica ampliada

No fim, a reflexão que fica não é sobre colocar cultura e educação em lados opostos, mas sobre ampliar o debate sobre prioridades e eficiência no uso dos recursos públicos.

Porque, para além das alegorias e dos fogos de artifício, o que muitos querem mesmo ver é um país onde as escolas que formam cidadãos também possam desfilar com orgulho — e receber nota máxima. 

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