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O que realmente pode destravar a economia brasileira até as eleições de 2026

Crescimento sustentável exige cortar impostos e liberar a economia

Redação
Por: Redação Fonte: Monitor da democracia ORG
22/06/2026 às 08h40
O que realmente pode destravar a economia brasileira até as eleições de 2026

À medida que o calendário avança rumo às eleições de 2026, a grande pergunta continua a mesma: o Brasil vai, finalmente, engatar um ciclo de crescimento sólido e duradouro ou seguirá preso a voos curtos, intercalados com frustrações?

Projeções de mercado e análises de economistas falam em crescimento moderado, inflação sob controle relativo e um cenário dependente tanto do ambiente externo quanto da política doméstica. Mas há um ponto central que quase sempre aparece em segundo plano, embora seja decisivo: sem uma forte redução da carga tributária e da regulação estatal, o país não vai crescer de verdade.

Um cenário de baixa confiança e alto custo Brasil

Hoje, investidores, empresários e trabalhadores convivem com um ambiente de elevada incerteza. Há dúvidas sobre a trajetória das contas públicas, sobre a condução da política econômica e sobre o quanto o Estado continuará a intervir na atividade produtiva.

Por trás de tudo isso, está o chamado custo Brasil:

  • carga tributária pesada, complexa e cheia de distorções;
  • burocracia que consome tempo, dinheiro e energia das empresas;
  • legislações confusas, com regras que mudam com frequência;
  • insegurança jurídica que desestimula investimentos de longo prazo.

Enquanto essa combinação não for enfrentada com seriedade, qualquer crescimento tende a ser frágil. O país até pode registrar alguns anos “melhores”, mas não haverá uma trajetória consistente de prosperidade.


Crescimento sustentável exige cortar impostos e liberar a economia

O fator determinante para o Brasil deixar de ser “promessa” e se tornar, de fato, uma economia dinâmica é simples de enunciar, embora difícil de implementar:
reduzir drasticamente a carga de impostos e a interferência estatal no dia a dia de quem produz, investe e trabalha.

Isso significa, concretamente:

  • menos impostos sobre empresas e trabalhadores, permitindo maior investimento, contratação e consumo;
  • sistema tributário mais simples, com menos exceções, menos “jeitinhos” e menos horas gastas só para cumprir obrigações fiscais;
  • redução de licenças, alvarás e autorizações inúteis, que hoje atrasam projetos e encarecem tudo;
  • foco do Estado em poucas funções essenciais (segurança, justiça, educação básica, infraestrutura), deixando de tentar controlar todos os detalhes da vida econômica.

Sem essa guinada, o Brasil continuará com um cenário em que empreender é uma prova de resistência, e não um caminho natural de geração de riqueza.


O exemplo do Paraguai e a ideia de “imposto justo”

Enquanto o Brasil insiste em manter um modelo caro e pesado, países vizinhos optaram por um caminho mais simples e pragmático. Um exemplo emblemático é o Paraguai, cuja política de “imposto justo” ganhou destaque na região.

A lógica é clara:

  • alíquotas mais baixas e estáveis, que tornam mais atrativo produzir, investir e formalizar negócios;
  • sistema tributário relativamente simples, que reduz o tempo e o custo de cumprimento das obrigações fiscais;
  • previsibilidade: empresas não são surpreendidas a todo momento por novas regras, taxas e contribuições.

Com isso, o Paraguai passou a atrair empresas brasileiras, especialmente indústrias, em busca de:

  • custo tributário menor,
  • regras mais claras,
  • e ambiente regulatório menos sufocante.

Ou seja, o que muitos empresários gostariam de encontrar no Brasil, acabam encontrando do outro lado da fronteira. Esse movimento é um alerta claro: quando o país não oferece condições mínimas de competitividade, o capital procura ambientes mais amigáveis.


Reforma tributária e regulação: o debate que realmente importa

Até as eleições de 2026, muito se falará em “agenda de crescimento”, “programas de incentivo”, “planos de investimento” e outros rótulos. Mas, sem que se toque no núcleo duro do problema — impostos demais e Estado demais — tudo isso tende a ser paliativo.

Para que a economia decole de forma consistente, será necessário:

1.   Reforma tributária com coragem real, que não apenas redistribua o peso entre setores, mas reduza o peso total sobre a sociedade.

2.   Revisão profunda da regulação, eliminando normas redundantes, exigências burocráticas e entraves administrativos que apenas encarecem a produção.

3.   Compromisso com estabilidade de regras, evitando mudanças constantes que aumentam a insegurança de quem investe.

A experiência de países com políticas tributárias mais leves e previsíveis, como a do Paraguai com seu conceito de “imposto justo”, mostra que não é preciso reinventar a roda. Basta criar um ambiente em que trabalhar, produzir e investir não seja tratado como um privilégio a ser punido, mas como algo a ser estimulado.


Até 2026: crescer um pouco… ou mudar de patamar?

O Brasil tem potencial enorme: mercado consumidor robusto, recursos naturais abundantes, capacidade produtiva e um setor privado resiliente. Mas esse potencial continuará preso enquanto:

  • o Estado insistir em sugar cada vez mais da economia via impostos;
  • a regulação transformar decisões simples em labirintos burocráticos.

Até 2026, o país pode até registrar algum crescimento, impulsionado por fatores pontuais, ciclos de commodities ou oscilações externas. Mas o salto verdadeiro — aquele que melhora renda, produtividade e oportunidades de forma duradoura — só virá com uma ruptura clara: menos impostos, menos regulação e mais liberdade econômica.

Em resumo:
sem uma redução agressiva da carga tributária e do sufoco regulatório, o Brasil não vai crescer de verdade; vai apenas continuar administrando sua própria frustração, enquanto exemplos como o do Paraguai mostram que outro caminho é possível.

Fontes:
LEI Nº 13.874, DE 20 DE SETEMBRO DE 2019
https://monitordademocracia.org.br/wp-content/uploads/2025/01/MONITOR-LIBERDADEECONOMICA.pdf

 

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