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Pesquisa revela que cachorros conseguem distinguir entre medo e tristeza nas expressões humanas

O levantamento mapeou os cérebros de cães domésticos enquanto eles visualizavam fotografias de rostos de pessoas

Redação
Por: Redação Fonte: Agência de Notícias
29/08/2026 às 18h29
Pesquisa revela que cachorros conseguem distinguir entre medo e tristeza nas expressões humanas
Reprodução
Uma investigação científica recente, divulgada na revista iScience, trouxe descobertas fascinantes sobre como os cães interpretam os sentimentos humanos.
Por meio de exames de ressonância magnética (RM), cientistas constataram que os cachorros processam as imagens das nossas expressões faciais de maneiras distintas, dependendo da emoção transmitida.

Conduzido pelo neurocientista Raúl Hernández-Pérez, da Universidade de Viena, juntamente com sua equipe, o levantamento mapeou os cérebros de cães domésticos enquanto eles visualizavam fotografias de rostos de pessoas.
O objetivo era entender se os animais apenas separavam o "bom humor" do "mau humor" ou se realmente tratavam as expressões como sinais genuínos de diferentes emoções.

Com o auxílio de aprendizado de máquina, os estudiosos notaram que áreas distintas do cérebro canino são acionadas ao processar diferentes sentimentos negativos.
Para diferenciar o medo da tristeza, a ativação ocorreu no giro suprassilviano rostral direito. Já para distinguir o medo da raiva, as áreas estimuladas foram o giro ectossilviano médio direito e o giro esplênio esquerdo.

Curiosamente, a análise não identificou disparidades na atividade cerebral quando os cães observaram imagens de raiva e tristeza, fazendo com que o medo se destacasse de forma isolada entre as emoções negativas.
 
Uma possível explicação apontada é que o medo e a raiva exigem respostas de alerta mais rápidas – inclusive com aumento da frequência cardíaca –, por representarem cenários de potencial ameaça à segurança, ao passo que a tristeza não impõe um perigo imediato ao animal.

Apesar de a amostragem do estudo ter sido pequena (contando com 8 e 12 cães em duas etapas da pesquisa), trata-se da primeira prova de conceito embasada em ressonância magnética mostrando que a mente canina consegue diferenciar duas expressões faciais humanas de emoções negativas variadas.
O achado aponta que a representação neural que os cachorros fazem das nossas emoções é complexa e vai muito além de uma simples separação entre o que é "bom" e "ruim".

Os resultados também evidenciam que a compreensão das emoções alheias não se concentra em um único "centro emocional" no cérebro, mas sim encontra-se distribuída por uma rede de regiões que operam em conjunto, uma habilidade social fundamental que ajuda os cães a conviverem de forma tão harmoniosa com as pessoas.
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