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França perde um templo cristão a cada duas semanas enquanto mesquitas se expandem, alerta entidade

Presidente do Observatório do Patrimônio Religioso denuncia aumento de atos de vandalismo e falta de manutenção pública em edifícios históricos católicos

Redação
Por: Redação Fonte: Aleteia
27/10/2026 às 20h17
França perde um templo cristão a cada duas semanas enquanto mesquitas se expandem, alerta entidade
A França registra a perda de um edifício cristão e a inauguração de uma nova mesquita a cada 15 dias. A declaração foi feita por Edouard de Lamaze, presidente do Observatório do Patrimônio Religioso de Paris, ao alertar sobre a crescente degradação, demolição e ataques a locais de culto histórico no território francês.

De acordo com Lamaze, o ritmo de desaparecimento de prédios religiosos cristãos — em sua maioria católicos — decorre de diferentes fatores, como desabamentos, incêndios, demolições e a conversão de espaços sagrados para usos seculares. Nos casos envolvendo chamas, o dirigente destaca que 66% dos incêndios têm origem criminosa.

Em contrapartida, o país acompanha uma ampliação no número de templos islâmicos. Embora os monumentos católicos ainda sejam a maioria numérica na França, Lamaze adverte que o surgimento de uma nova mesquita a cada duas semanas, no mesmo compasso em que uma edificação cristã deixa de existir, estabelece uma mudança progressiva no panorama cultural e territorial francês.

Escalada no vandalismo e negligência estatal

Além das perdas estruturais, os dados apontam que mais de dois monumentos cristãos são alvos de depredação diariamente no país. Desse total, um terço corresponde a profanações, enquanto dois terços envolvem roubos e furtos.

As estatísticas oficiais consolidadas de 2018 revelaram 877 ataques a locais de culto católicos em todo o território francês, ante 129 registros em 2008 — o que representa um aumento de quase cinco vezes no intervalo de uma década.

A entidade estima ainda que cerca de 5 mil templos católicos corram o risco de desaparecer nos próximos anos.
Segundo Lamaze, além da crescente hostilidade dirigida a símbolos religiosos, a negligência do poder público agrava a vulnerabilidade do patrimônio.
Desde a lei de 1905, que instituiu a separação formal entre Igreja e Estado, a posse e a responsabilidade de conservação da maioria desses imóveis pertencem aos municípios franceses, os quais, segundo a denúncia, historicamente falham na alocação de verbas para restauração estrutural e sistemas contra furtos e incêndios.
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